Glossário Ambiental
Letra: V (23)
VALO DE OXIDAÇÃO » É um reator biológico aeróbio de formato característico, que pode ser utilizado para qualquer variante do processo de lodos ativados que comporte um reator em mistura completa.
VALORAÇÃO AMBIENTAL » Atribuição de valores monetários aos ativos ambientais, às mudanças ocorridas nos mesmos e aos efeitos dessas mudanças no bem-estar humano.
VARIÁVEL » Propriedade real medida por observações individuais.
VARIEDADE BIOLÓGICA » Diferenças observáveis entre indivíduos que constituem uma dada espécie.
VÁRZEA » Terrenos baixos e mais ou menos planos que se encontram junto às margens dos rios e que durante as cheias ficam submersas.
VASA » Depósito argiloso, de partículas muito finas, de coloração cinza-escuro ou mesmo esverdeada, muito pegajoso, escorregadio e com acentuado odor fétido, devido ao gás sulfúrico que contem. Os bancos de vasa aparecem nas orlas costeiras e na foz dos rios devido ao efeito de floculação e da gravidade, por ocasião das marés cheias.
VAZADOURO » Sítio ou terreno onde se dispõem resíduos sólidos, sem que se adotem medidas de proteção ao meio ambiente.
VAZÃO » Volume fluído que passa, na unidade de tempo, através de uma superfície.
VAZÃO (MÍNIMA) ECOLÓGICA » Vazão que se deve garantir a jusante de uma estrutura de armazenagem (barragem) ou captação (tomada de água), para que se mantenham as condições ecológicas naturais de um rio.
VEGETAÇÃO » Conjunto de vegetais que ocupam uma determinada área; tipo da cobertura vegetal; as comunidades das plantas do lugar; termo quantitativo caracterizado pelas plantas abundantes.
VEGETAÇÃO NATURAL » Floresta ou outra formação florística com espécies predominantemente autóctones, em clímax ou em processo de sucessão ecológica natural" (Resolução nº 04, de 18.09.85, do CONAMA).
VEGETAÇÃO PRIMÁRIA » É aquela de máxima expressão local, com grande diversidade biológica, sendo os efeitos das ações antrópicas mínimos, a ponto de não afetar significativamente suas características originais de estrutura e de espécies.
VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA OU EM REGENERAÇÃO » É aquela resultante dos processos naturais de sucessão, após supressão total ou parcial da vegetação primária por ações antrópicas ou causas naturais, podendo ocorrer árvores da vegetação primária.
VEREDA » No Brasil, assume os seguintes significados regionais:
- Nordeste: região mais abundante em água na zona da caatinga, entre montanhas e vales dos rios e onde a vegetação é um misto de agreste e caatinga;
- Sul da Bahia: planície;
- Goiás: várzea que margeia um rio ou clareira de vegetação rasteira;
- Minas Gerais e Goiás: clareira e curso d'água orlado de buritis, especialmente na zona são-franciscana.
Na Resolução nº 04, de 18.09.85, do CONAMA, que regulamenta a criação de Reservas Ecológicas, define-se vereda como "nome dado no Brasil Central para caracterizar todo o espaço compreendido, que contém nascentes ou cabeceiras de um curso d'água da rede de drenagem, onde há ocorrência de solos hidromórficos com renques de buritis e outras formas de vegetação típica".
VERTEDOR » Dispositivo utilizado para controlar e medir pequenas vazões de líquidos em canais abertos.
VERTENTE » Planos de declives variados que divergem das cristas ou dos interflúvios, enquadrando o vale. Nas zonas de planície, muitas vezes as vertentes podem ser abruptas e formar gargantas.
VETOR » Denominação geral dada a espécies cujos organismos podem albergar o parasito e assim propiciar-lhe a transmissão para acesso ao hospedeiro.
VETOR BIOLÓGICO » É aquele que toma parte essencial, participando do ciclo evolutivo do parasita, como o caramujo da esquistossomose.
VETOR MECÂNICO » Vetor que transmite parasita, sem desenvolvimento ou multiplicação nele do parasita.
VIA FLUVIAL INTERNACIONAL » Ver CORPO D'ÁGUA INTERNACIONAL.
VIDA SELVAGEM OU SILVESTRE » Todos os mamíferos, aves, répteis, anfíbios não domesticados que vivem livres em seu ambiente natural.
VISIBILIDADE » Distância ou zona de visão física entre o observador e o observado.
VOÇOROCA OU VOSSOROCA » Processo erosivo semi-superficial de massa, face ao fenômeno global da erosão superficial e ao desmonte de maciços de solo dos taludes, ao longo dos fundos de vale ou de sulcos realizados no terreno.
Fontes
Miranda, Evaristo Eduardo. Coleção 50 Palavras: A Ecologia. São Paulo, Ed. Loyola, 1995.
Batalha, Ben-Hur Luttembarck. Glossário de Engenharia Ambiental. Rio de Janeiro, 1987.
Verocai, Iara. Vocabulário Básico do Meio Ambiente. Rio de Janeiro, 1997.
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